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18 outubro 2017

Na Prática: Como usar a Arte na Educação Infantil

A Arte como Aprendizagem Significativa

 

O ensino da arte como uma das práticas pedagógicas para o desenvolvimento da criança na pré-escola contribui para sua formação cultural, construção da sensibilidade e fatores relacionados ao conhecimento.

 

Barbosa (2007, p.23) explica que através da arte “é possível desenvolver a percepção e a imaginação para aprender a realidade […] desenvolver a capacidade crítica, […] desenvolver a criatividade de maneira a mudar a realidade” (apud, SILVESTRE, 2010).

 

De acordo com a BCNN (Base Nacional Comum Curricular), a “Arte propicia a troca entre culturas e favorece o reconhecimento de semelhanças e diferenças entre elas”, produzir atividades que consigam comportar a bagagem histórica da criança e fazê-la se expressar e ver a expressão do outro são importantes para seu desenvolvimento.

 

Não medir ou comparar os trabalhos das crianças entre si. A arte é algo próprio, é a sua visão de mundo e não pode ser colocada frente a frente com outras.

 

Nenhuma vivência será igual, por isso colocar os alunos para analisarem e discutirem sobre as produções fará com que percebam seu colega da mesma forma que entenda a si próprio, porém isto jamais terá cunho de confrontar os métodos utilizados ou qual estará melhor. As crianças precisam aprender a respeitar a liberdade de expressão do outro assim como a compreender que cada um tem seu jeito de ler o mundo.

 

A Arte demostra como a criança vê o que a sua volta, é por meio das atividades artísticas proporcionadas pelo professor que ela irá reproduzir, do seu modo, o ambiente adulto, a realidade.

 

No vídeo abaixo a Profa. Mestre Michelle Praxedes, discute a respeito da utilização da Arte na Educação Infantil, complementando os benefícios de praticá-la e o porquê de procurar trabalha-la em vários momentos durante as aulas.

 

 

 

Pensar em práticas para englobar a Arte, é falar que ela não ocorre isoladamente, pois trabalha o controle corporal, o domínio sensório motor, a sensibilidade estética, interação com o próximo, além de conceder confiança suficiente para o aluno experimentar o mundo.

 

Mas lembre-se: o uso da Arte na escola não tem finalidade de formar artistas e sim desenvolver fatores relacionados ao próprio aluno, ao outro e ao ambiente.

 

Falar desta metodologia implica ressaltar que “não há regras fixas no modo de produção da arte, suas linguagens são territórios sem fronteiras” (SILVESTRE, 2010), por isso a intervenção dos professores não deverá acontecer de modo destrutivo, pois esta atitude priva a criança de se expressar livremente.

 

O ato de interferir de forma a “influenciar e direcionar a criança a utilizar determinado esquema de cores ou até mesmo na maneira de pintar formas prontas” (VALÉRIO, 2011), não pode ocorrer para que não resulte em limitações criativas aos alunos.

 

Macêdo; Karla (2013), apontam que a “arte promove o pensamento, a imaginação, a percepção, a intuição, a sensibilidade e a cognição da criança […] visando favorecer o desenvolvimento das suas capacidades criativas”, é por conta desta função que interferências destrutivas podem influenciar negativamente a produção do infante.

 

Procurar trabalhar com assistências positivas é o melhor caminho para as práticas na Educação Infantil. Ao se disponibilizar materiais e permitir que a criança haja livremente sobre eles, dando vida a sua leitura da realidade, o professor estará interferindo construtivamente em relação a ela.

 

Não se pode esquecer da continuidade com que precisa se aplicar o uso da Arte com os alunos, ela precisa estar inserida na Rotina Escolar tanto quanto Brincadeiras e Jogos, Musicalização e outras práticas dispostas no Planejamento Escolar.

 

RECOMENDAMOS PARA O PROFESSOR

 

“sempre utilizar muito as linguagens da arte no cotidiano da sala de aula e produzir trabalhos utilizando o desenho, a pintura, a modelagem, a colagem, a construção, entre outras, e desenvolver o gosto, o cuidado e o respeito pelo processo de produção e criação” (MACÊDO; KARLA, 2013).

 

É importante ter acesso às produções artísticas constantemente pela Arte trabalhar o sujeito como um todo, através de experiências perceptivas ao ver e tocar o que está a sua volta; ao organizar essas construções com os mais diversos materiais; apreciar as obras prontas desde artistas renomados a das próprias crianças. Além de permitir, principalmente, a liberdade de expressão ao se olhar para o mundo de diferentes formas e expor aquilo que vê, sente, conhece e toca.

 

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As atividades práticas realizadas com os alunos na pré-escola permitem que, conforme praticam algo, eles se reconheçam como construtores dos seus próprios saberes e membros ativos na formação e compreensão de seus aprendizados.

 

É importante ressaltar o papel do professor neste processo, na qual ele precisará constantemente encaixar momentos entre as aulas para o uso da Arte, reconhecendo em que há momentos onde a intervenção será desnecessária e prejudicial para a liberdade de expressão das crianças.

 

NÃO ESQUEÇA:

A ARTE PROPICIA EXPERIÊNCIAS SIGNIFICATIVAS PARA OS ALUNOS!

 

A arte na Educação Infantil envolve vivências lúdicas, explora a criatividade, a emoção e a sensibilidade da criança. É por meio dessa linguagem visual que a Arte trabalha as Experiências Educativas (leiam o artigo para compreender melhor) e as fazem assimilar o ambiente ao redor de acordo com a sua idade.

 

Valério (2011) aponta, segundo as pesquisas de Lowenfeld (1977), que a Arte auxilia em 7 aspectos do desenvolvimento das crianças. São eles:

 

1 – Desenvolvimento Social: “Por meio das aulas artísticas que ocorre parte das interações sociais e ajuda nas trocas de vivências”;

 

2 – Desenvolvimento Físico: “Manifesta a capacidade de coordenação visual e motora da criança, na maneira que controla seu corpo, orienta seu traço e dá expressão a suas aptidões”;

 

3 – Desenvolvimento Intelectual: “É observado de acordo com o conhecimento que está à disposição do aluno quando desenha, é apreciado na compreensão gradativa que a criança tem de si próprio e do seu meio”;

 

4 – Desenvolvimento Emocional: “Está diretamente ligada à intensidade que o aluno tem com sua obra, que pode variar entre baixo nível de envolvimento, com repetições estereotipadas, ou alto nível de envolvimento quando está empenhado em retratar algo realmente importante pra ela”;

 

5 – Desenvolvimento Estético: As crianças são capazes de organizar o pensamento, a sensibilidade e a percepção para a expressão delas serem coesas;

 

6 – Desenvolvimento Perceptual: “A conscientização da variação das cores, das formas, dos contornos e texturas pode ser progressiva na medida em que o contato com essas e outras experiências perceptuais lhe é apresentado”;

 

7 – Desenvolvimento Criador: “Desde os primeiros rabiscos as crianças são capazes de inventar suas próprias formas e colocar nelas algo de si mesma”.

 

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Utilizar diferentes materiais para as atividades práticas com a Arte faz os alunos se apropriarem dos conceitos relacionados e propostos pelo professor, no caso da pintura, por exemplo, o objetivo é proporcionar uma experiência sensível das crianças para com as tintas. Não é obrigatório o uso de pincéis, a manipulação de outros materiais e até mesmo o corpo do aluno pode ser aproveitado como ferramenta para as produções.

 

A colagem é outro exemplo a ser citado, onde pode se recolher pequenos objetos e misturá-los com outros materiais para serem colados ou trabalhar a composição deles. Procurar criações harmoniosas a fim de que a criança possa desenvolver a sensibilidade estética e noção espacial é muito importante.

 

A Arte na Educação Infantil promove vários tipos de auxílios no desenvolvimento do aluno, ela é utilizada como uma das práticas para fazer o infante se reconhecer no mundo, entender o outro e interagir com o ambiente. Os educadores têm a função neste processo tem a função, segundo Silvestre (2010), de:

 

 

pesquisar, relacionar saberes, para que os próprios alunos sejam oportunizados a ampliar conhecimentos […] tem o dever de ensinar, de aprender, e junto de seus conhecimentos oportunizar o aluno novas descobertas e desejos de aprender sempre”.

 

 

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Escrito por: Bruna Lisboa, 18 de outubro de 2017.

Colaboração de: Profa. Ms. Michelle M. P. Silva e Profa. Ms. Erika Regiani.

 

Referência

 

Base Nacional Comum Curricular. Educação é a Base. Disponível em: < https://goo.gl/y9Dj6L > Acesso em: 11/10/2017.

MACÊDO, Kédma; KARLA, Gean. A importância das artes na Educação Infantil. Disponível em: < https://goo.gl/tk6jak > Acesso em: 11/10/2017.

OSTETTO, Luciana Esmeralda. Educação Infantil e Arte: Sentidos e Práticas Possíveis. Disponível em: < https://goo.gl/JFcQw9 > Acesso em: 11/10/2017.

SILVESTRE, Juliana. Arte na Educação Infantil. Disponível em: < https://goo.gl/TCmgX5 > Acesso em: 11/10/2017.

VALÉRIO, Daniele Mees. Refletindo sobre o ensino da Arte na Educação Infantil. Disponível em: < https://goo.gl/XujtkN > Acesso em: 11/10/2017.



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