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11 setembro 2017

Alfabetização: Responsabilidade da Família, da Educação Infantil ou do Ensino Fundamental?

Pais vs Educação

 

É dever de um, do outro ou de todos?

 

Pensar na alfabetização de crianças pequenas é um assunto que está ganhando voz algum tempo, o desenvolvimento da aprendizagem tanto no ensino infantil quanto fundamental está sendo posto à prova para entender quando deveria ter início a alfabetização. Porém, antes de mais nada, vale ressaltar a cobrança dos pais diante disso e, muitas vezes, o descompromisso deles para com esta ação.

 

A princípio, precisa-se ter a ciência de que a criança está envolvida com a linguagem o tempo todo – pela fala, livros, revistas, imagens, outdoors, placas de transito e muitas outras influências no cotidiano –, além disto as crianças estão conversando, lendo, brincando nas escolas, interagindo com outras crianças da mesma faixa etária, tendo professores agindo diretamente em suas vidas e mais uma porção de coisas. Durante toda sua infância as crianças estão recebendo informações dos mais diversos lugares, e elas servirão de bagagem para auxiliar na aprendizagem da leitura e da escrita, ou seja, na formação integral da criança.

 

A grande questão envolta disso é sobre: Qual o período/idade ideal para iniciar a alfabetização? Tendo isso em mente inicia-se o primeiro assunto deste artigo, a preocupação dos pais e da escola a respeito da alfabetização. Não é muito difícil encontrar debates com ambas as visões sobre o assunto, os pais apontam que seus filhos ingressam na escola sem saber ler ou escrever e, portanto, é responsabilidade da pré-escola ensinar estas habilidades.

 

No entanto, a comunidade escolar tem medo de adiantar o processo da alfabetização e atrapalhar o desenvolvimento pleno do interesse – a curiosidade, a aprendizagem e todo o conhecimento que as crianças ainda terão que estudar durante a vida escolar. Ao serem forçadas a aprender acabam entendendo que estudar é algo ruim, que as obriga o tempo todo a fazer coisas desinteressantes e indesejadas.

 

As relações família-escola, criança-família e criança-escola são muito importantes para o desenvolvimento do aluno em questão, pois a partir delas se cria esquemas sobre diversos assuntos. A criança está recebendo muitas informações diariamente, tanto na escola quanto em casa, ela vai observando, imitando, repetindo e aprendendo por meio destas experiências.

 

O ambiente na qual elas estão inseridas faz muita diferença para o seu desenvolvimento.

 

Este vídeo sobre experiência educativa pode ajudar a clarear a sua mente diante deste assunto, então é importante que você assista para prosseguir com o assunto.

 

 

 

Em um artigo disponibilizado pela USP, Aneás discute sobre as relações familiares e escolares, algo observado por ela em seus anos trabalhados numa instituição infantil que nos mostra o longo caminho para se percorrer  caso deseje definir alguns deveres entre eles.  Para a autora “a qualidade das interações entre famílias-aluno-escola tem se tornado cada vez mais decisiva para o sucesso da educação e consequentemente do desenvolvimento dos alunos”.

 

Aneás não desvincula o aprendizado (educação) do desenvolvimento das crianças logo de primeira, especialmente na infância, pois é importante observar essas relações de aquisição de conhecimentos, tendo em vista que algumas pessoas, inclusive professores, entendem que esses dois processos ocorrem de forma separada. Aprender e se desenvolver são coisas coexistentes, pois, segundo Vygotsky, a aprendizagem vai possibilitar o desenvolvimento, e para Piaget o desenvolvimento vai possibilitar a aprendizagem, é importante perceber que mesmo em ordens diferentes há nos dois a correlação dos processos de desenvolvimento e aprendizagem.

 

Não se pode jogar a responsabilidade da alfabetização nem para as instituições educativas, Educação Infantil ou Ensino fundamental,  muito menos para a família sem antes reconhecer na criança a necessidade e a capacidade de efetivamente ser alfabetizada – se retirarmos uma borboleta do casulo antes da hora ela pode morrer ou nunca conseguir voar plenamente, a criança, por sua vez, não pode ser obrigada a adquirir a capacidade de ler e escrever antes de estar pronta para isto, pois pode perder a capacidade de reconhecer a importância disto na vida e apresentar dificuldades que não teria caso seu tempo para aprender fosse respeitado.

 

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Um bom relacionamento entre família-escola pode ajudar a identificar o tempo da criança, isto é, as maiores dificuldades dos pequenos em relação a aprendizagem e verificar seu progresso diante das atividades propostas em sala de aula. O vídeo abaixo aborda exatamente este assunto, sobre como ocorre o desenvolvimento na primeira infância, então veja mais um vídeo para aumentar seus conhecimentos sobre o assunto.

 

 

Muitas vezes os professores percebem algumas dificuldades de seus alunos nas práticas coletivas e individuais, porém, ao tentarem conversar com os pais destas crianças, não existe um diálogo adequado para entende-lo melhor, pois os responsáveis ficam, geralmente, preocupados ou inseguros em falar sobre as dificuldades ou características dos filhos, mesmo se for alguma coisa que possa ajudá-lo no seu rendimento escolar.

 

É preciso estar sempre procurando e observando a necessidade de ter a família e a escola unidas para benefício da criança.

 

De acordo com Aneás, o comportamento do aluno, seja ele bom ou ruim, costuma ser “consequência de influências externas e não somente uma ocorrência ocasional ou advinda de seus próprios fatores” (grifos nossos). Independente da corrente de pesquisa que você apoiar, procure assimilar as vantagens de uma relação amigável entre essas duas instituições, pois ela pode levar tanto pais quanto professores a entender melhor a criança.

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Consegue-se relacionar esta afirmação com a conclusão do texto disponibilizado pela USP, no qual o “(…) envolvimento entre as duas instituições no momento em que se iniciam os processos de ensino e aprendizagem das crianças, é o momento em que […] através da interação com os indivíduos mais experientes […] a criança constrói suas funções mentais superiores”.

 

Dar a ela informações que consiga assimilar ainda na Educação Infantil e Ensino Fundamental poderá melhorar e facilitar  o aprendizado no futuro, por isso a união entre família e escola é fundamental para construir caminhos, tanto em sala de aula quanto em casa, que proporcionem interações saudáveis para a construção das funções mentais superiores, ou identificar dificuldades na própria criança em relação às pessoas que a cercam; independente disso é preciso um bom relacionamento entre essas instituições.

 

 

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Todo profissional de educação compreende a importância de entender como se dá o desenvolvimento infantil e humano, por isso o Ênfase Educacional produziu dois cursos online para educadores e interessados em como observar e compreender melhor a criança nesta fase, assim como prever suas dificuldades e ajuda-las nisto ao criar atividades ou conversar com os pais a respeito.

 

O curso Saberes do Desenvolvimento Infantil estará aprofundando os conhecimentos práticos-teóricos acerca da evolução de crianças de 0 a 5 anos, enquanto o curso Bases do Desenvolvimentos Humano irá tratar das diferentes perspectivas sobre o assunto em conjunto com atividades práticas-teóricas para assimilação do conteúdo.

 

Se aperfeiçoar sobre como o ser humano constrói seus conhecimentos e evoluí enquanto ser vivo é importante para compreender suas ações desde a infância, não é novidade que o mundo está mudando e as relações humanas estão acompanhando, estar complementando seus aprendizados ao longo da graduação ou até o que já se sabe, é de suma importância para tornar-se alguém mais capaz na sua área de atuação.

 

Educação Infantil vs Ensino Fundamental

 

É responsabilidade de quem?

 

A segunda reflexão deste texto, se refere às discussões envolvendo a alfabetização na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, vocês já devem ter se deparado com debates, pesquisas e pessoas comentando sobre o assunto e, muitas vezes, não entrando em um consenso sobre de quem é a responsabilidade de alfabetizar, Educação Infantil ou Ensino Fundamental 1?

 

A enorme pressão sobre educadores para não formarem analfabetos junto com a questão da alfabetização, gera a seguinte questão: Do que a criança é capaz? Já pararam para refletir sobre esta pergunta?

 

Alfabetizar é transformar a capacidade de ler imagens, símbolos e letras, palavras e frases e entender o que elas significam e como expressá-las. A escrita é a capacidade de usar desenhos, símbolos, imagens, letras, frases e texto para outras pessoas entenderem o que quem escreve quer dizer. Ler e escrever se referem a capacidade de entender e se fazer entender a partir da escrita, da linguagem.

 

NÃO VIOLE AQUILO QUE A CRIANÇA É!

 

Para que este desenvolvimento aconteça é preciso de tempo, bem como levar em consideração as experiências da criança em relação ao mundo. Os aprendizados anteriores dela refletem nos conhecimentos que estão adquirindo agora, está associação precisa estar bem resolvida na mente dos educadores para dar sequência ao seu trabalho.

 

Outro ponto para se olhar atentamente são os ritmos do desenvolvimento e aprendizagem de cada criança, diante disso entende-se que elas terão diferentes olhares para uma determinada atividade em decorrência de suas experiências anteriores, porém não levar isto em consideração e força-la a aprender não irá leva-la a lugar algum. Na verdade, esta ação só irá fazê-la desgostar da atividade e a mente irá se recusar a absorver o conteúdo.

 

A mesma questão vale para crianças que estão mais aptas a receber informações, pois devido ao contato dela com palavras, símbolos, imagens, desenhos, letras e números, o aluno pode estar avançando mais rápido do que outros. Por isso é importante o professor saber identificar esses dois parâmetros para promover atividades que consigam abarcar esses dois ritmos.

 

É DEVER DO PROFESSOR RESPEITAR AS DIFICULDADES DAS CRIANÇAS E PROPORCIONAR UM AMBIENTE QUE PERMITA-O CONSTRUIR E RECEBER CONHECIMENTO!

 

 

Por não existir uma idade exata para alfabetizar uma criança, a instituição de ensino, seja na Educação Infantil ou nos anos iniciais do Ensino Fundamental, precisa estar atenta ao contato do aluno com o mundo, entender sua bagagem de vivências para não fornecer informações que ela não irá assimilar, assim como não pode proibi-la de recepcionar mais conhecimento caso dê conta disso. A sensibilidade que o professor precisará ter é um fator determinante para a alfabetização.

 

Às práticas educativas acontecem para algo além do planejamento do educador, elas são focadas no aluno. Se ele se mostrar interessado em determinada coisa, o professor pode usá-la como gancho para ensinar um conteúdo e deixar as crianças confortáveis para aprenderem, mas não se pode ter um ambiente estável e confortável o tempo todo, o desenvolvimento acontece por meio do desequilíbrio também, por isso é importante manter ambos em harmonia.

 

 

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Essa questão de alfabetizar na Educação Infantil ou manter somente para os três primeiros anos do Ensino Fundamental é o tipo de assunto que vai render muitas discussões, porém é preciso ter em mente que, independente de qual lado assumir, a primeira função do ensino infantil é promover um ambiente alfabetizador enquanto a do ensino fundamental dar subsídios para criança ler, escrever e interpretar o mundo.

 

De acordo com o site Portal Brasil, baseado nas informações do Ministério da Educação, a Educação Infantil tem sua essência no “desenvolvimento físico, psicológico, intelectual e social da criança. As atividades realizadas são um complemento à ação das famílias e das comunidades”. Já o Ensino Fundamental, conforme consta no mesmo site, tem a função de fazer o aluno “dominar a leitura, a escrita e o cálculo […] desenvolver a capacidade de compreender o ambiente natural e social, o sistema político, a tecnologia, as artes e os valores básicos da sociedade e da família”.

 

Para fechar este texto, peço para que vejam este vídeo, no qual a Professora Renata fala sucintamente sobre Alfabetizar na Educação Infantil.

 

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Ser um profissional alfabetizador vai exigir competências para tal, por isso o Ênfase Educacional criou uma pós-graduação em Alfabetização que pode ser tanto de 6 meses quanto de 13 meses. A escolha entre ambas fica ao seu critério e de acordo com sua disponibilidade, pois a empresa considera importante ter educadores especializados no assunto a fim de proporcionar educação de qualidade à sociedade. A capacitação online dará subsídios para os profissionais visualizarem aquilo que precisam fazer para atingir a meta de alfabetização – a de ter alunos autônomos até os 8 anos – e proporcionar meios direcionadores para tal.

 

 

 

 

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Publicado por: Bruna Lisboa, 11 de setembro de 2017.

 

Referências:

 

ANEÁS, Aline Laurenti. Limites e alcances da parceria escola-família e seus impactos sobre o desenvolvimento da criança. Disponível em: <https://goo.gl/6u428W>Acesso em: 06/09/2017;

PORTAL BRASIL. Etapas do ensino asseguram cidadania para crianças e jovens. Disponível em: <https://goo.gl/15uE7I>Acesso em: 02/09/2017;

SAMPAIO, Carmen Sanches. Alfabetização na Pré-Escola. In: PEREZ (org); et al. Revisitando a Pré-Escola. 4° Edição. São Paulo, Cortez Editora, 2000.

WILDEMBERG, Marcia Pereira; BAYERL, Giovani da Silva. Alfabetização Significativa na Educação Infantil: Relatando uma Experiência. Disponível em: <https://goo.gl/vdvBUV> Acesso em:01/09/2017.

 

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