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23 setembro 2017

A Educação Inclusiva está incluindo?

AS ESCOLAS E A EDUCAÇÃO INCLUSIVA: UMA REFLEXÃO

 

Embora a inclusão já esteja prevista na LDB de 1996 e nas Diretrizes Nacionais da Educação Especial para a Educação Básica de 2001, como reforço à atenção dispensada pelo Brasil a esta questão, no dia 02/01/2016 foi promulgada a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI – Lei 13.146/15), a qual concede mais direitos as pessoas com algum tipo de deficiência, além de prever punições para ocorrências de ações discriminatórias.

 

Silva (2014) aponta que historicamente a Educação Especial constituiu-se de forma assistencial com pouca atuação do poder público. A inclusão dos alunos com deficiência na rede regular de ensino é recente, faz-se necessário investigar o trabalho que vem sendo desenvolvido nas escolas.

 

A partir disto, continua-se a pensar como as instituições de ensino estão rompendo os preconceitos, se preparando e, principalmente, se os profissionais estão capacitados para atender as demais especificações da lei.

 

 

 

Em termos mais conceituais, Ferreira; et al (2015) afirmam que a “educação inclusiva envolve e abrange toda a população escolar, aceitando a diversidade e a diferenciação como um desafio e uma celebração ao direito da igualdade de oportunidades”.

 

O ensino inclusivo propõe promover acesso e condições de permanência às crianças com necessidades especiais, que devem frequentar as escolas regulares, porém, além de ter essa função, a Educação Inclusiva mostra que todos são capazes de exercerem (de alguma forma) seus deveres como cidadãos, e por isso as instituições de ensino precisam se adequar para essa diversidade.

 

A Inclusão nas escolas é de suma importância para que a exclusão de brasileiros com alguma deficiência comece a cessar e uma nova fase tanto para eles quanto para o restante do país se inicie.

 

São várias as situações a se considerar. Pensando em termos de pais, tem-se que negar acesso à educação pode acarretar em mais dificuldades econômicas, pois Souza e Pletsch (2017) analisaram que “a educação é um direito fundamental básico e a chave para o desenvolvimento e para a erradicação da pobreza”, visto que, segundo as autoras, ela forma pessoas mais capacitadas, gerando assim mão de obra qualificada que poderá render mais benefícios ao país.

 

 

 

 

É necessário observar se as escolas estão promovendo ações para se adequarem as medidas inclusivas e se os seus educadores estão cientes das obrigações que passaram a possuir, pois ter profissionais com formação específica tende a ajudar significativamente no processo de inclusão nas escolas.

 

O cenário de Inclusão no Brasil ainda é recente, por isso existe um grande desafio a respeito dos professores ao adotarem atividades que envolvam toda a sala de aula e, principalmente, que respeitem os alunos com alguma deficiência.

 

A inclusão e a permanência destas pessoas, sobretudo na Educação Infantil, requer uma atenção pedagógica de qualidade para que consigam oferecer o melhor para todos os alunos, pois é na infância que a criança começa a desenvolver suas capacidades.

 

Esta fase serve como alicerce para o conhecimento que a criança vai adquirir durante a vida, por isso, gostando ou não, existe uma falha na formação de educadores e muitos deles não conseguem acompanhar as obrigações de uma escola inclusiva, assim como não propõem ações efetivas para a interação de todos.

 

 

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Regiani (2011) observou que, não só na Educação Infantil, mas em todos os níveis de ensino, muitas instituições de ensino atuam com uma situação precária e, além disso, expõem a recorrência de queixas de que professores não foram preparados para ensinar tais alunos, aliada ao fato de que as escolas não dispõem de recursos humanos especializados, tampouco, possuem uma infraestrutura com mobiliários adaptados, materiais pedagógicos adequados e adaptações arquitetônicas, pois os estabelecimentos de ensino foram, em todos os níveis, organizados para alunos que não apresentam necessidades educacionais especiais.

 

Tendo em vista todo este contexto, é de grande importância ressaltarmos o papel da equipe pedagógica para fornecer meios organizados e assertivos visando o suporte e o apoio necessário aos professores para garantir a inclusão de todos os alunos.

 

 

O TRABALHO COLABORATIVO É UM DOS ALICERCES DA ESCOLA INCLUSIVA

 

 

Para o professor promover a Inclusão no ensino regular, é preciso “fazer uso dos conhecimentos recebidos nos cursos de formação, refletir para e sobre a prática, a fim de (re)organizá-la de modo a tornar possível uma educação de qualidade, sem nenhum tipo de exclusão”. (REGIANI, 2011, p. 154).

 

 

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As práticas inclusivas mostram que as pessoas com deficiência podem exercer atividades sozinhas, mas para isto precisam ter oportunidades. Para Souza e Pletsch (2017), a Educação Inclusiva é uma resposta:

 

 

à diversidade das necessidades específicas de cada aluno, considerando a realidade local e as tradições culturais, com vista a aumentar a participação do aluno cada vez mais nos processos de aprendizagem e a reduzir a exclusão dentro da educação.”

 

 

 

 

É preciso saber respeitar estas pessoas, e reconhecer que elas têm direitos e compromissos como todos cidadãos comuns.

 

Pelo fato da Inclusão nas escolas regulares estar acontecendo aos poucos e ser muito recente, alguns professores não se sentem prontos para receberem alunos com deficiências em suas salas, devido as instituições não darem condições para que a inclusão ocorra de verdade, além de não haver profissionais capacitados em Educação Inclusiva para auxiliá-los e, também, por terem uma gama elevada de alunos por turma.

 

Regiani (2009) entende que temos uma longa história de práticas pedagógicas baseadas na homogeneidade dos alunos que é incompatível com os pressupostos da educação inclusiva que evidencia e valoriza a heterogeneidade, onde o sistema de ensino apresenta aos professores currículos específicos para cada série, muitas vezes, desconsiderando as características e nível de aprendizagem dos alunos. Para a autora, estas situações refletem consideravelmente no que acontece, na prática, no processo de inclusão nas escolas.

 

Ferreira; et al (2015) compreendem que apesar da “inclusão ser imposta e condicionada pela lei, as atitudes dos docentes influenciam mais o alcançar com êxito a plena inclusão, do que qualquer regulamentação administrativa ou norma curricular”.

 

 

 

AS PRÁTICAS INCLUSIVAS RESPONDEM À DIVERSIDADE DOS ALUNOS

 

 

Partindo das pesquisas feitas, Ferreira et al (2015) se embasaram nos pressupostos de Morgado (2003) para listarem ações que podem potencializar o trabalho dos educadores da escola inclusiva. São eles:

 

1 – Promover a autonomia dos alunos;

2- Estabelecer climas positivos na sala de aula;

3- Demonstrar expectativas positivas;

4- Organizar o trabalho de forma sólida em função do grupo;

5- Considerar opções metodológicas ajustadas ao clima de sala de aula;

6- Regular o processo de ensino e aprendizagem, reforçando os sucessos e o empenho dos alunos;

7- Estimular os alunos para o trabalho cooperativo;

8- Diferenciar metodologias de ensino;

9- Diversificar estratégias de ensino perante situações de aprendizagem distintas.

 

 

“A interação positiva entre todos os alunos depende da capacidade do professor para promover um ambiente educativo ajustado, facilitador e cooperativo. Este tipo de ambiente permite que as crianças sem necessidades educativas especiais encorajem e apoiem os pares com necessidades educativas especiais na realização das tarefas, favorecendo o desenvolvimento socio-emocional de todos os alunos(FERREIRA ET AL 2015).

 

 

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David Rodrigues, presidente da Pós-Inclusão, concedeu uma entrevista a Revista Louis Braille, na qual sugeriu a cooperação entre as instituições de ensino inclusivo, desta forma, sob sua ótica: “O estabelecimento parcerias de inclusão […] tornam evidente que a escola fechada em si própria, nos seus valores de referência, não é capaz hoje de educar populações cultural, social e economicamente tão distintas como as que temos hoje nas escolas”.

 

Compreendemos assim, o quão necessário se faz uma reestruturação das escolas e a necessidade emergente de superar preconceitos e lacunas na formação, para que possam atender a diversidade de alunos.

 

O planejamento educacional tende que se adequar às exigências legais, para atender, principalmente às particularidades do processo inclusivo considerando as necessidades das crianças com deficiência ou outras características que as caracterize como “especiais”, mas também às necessidades das com crianças consideradas “normais” convivendo diretamente com crianças que apresentam de alguma limitação.

 

 

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Escrito por: Bruna Lisboa, Erika Aparecida Regiani e Michelle Mayara Praxedes Silva, 23 de setembro de 2017.

 

 

REFERÊNCIAS

 

FERREIRA; et al. Educação inclusiva: o professor como epicentro do processo de inclusão. Disponível em: <https://goo.gl/2bS1z4> Acesso em: 18/09/2017.

REGIANI, Erika Aparecida. Educação Inclusiva: um desafio para a formação do professor. In: Berbel, Neusi Aparecida Nava; Rosa, Wagner (orgs). Reflexões de Professores. Londrina, Grafcel, 2011.

REGIANI, Erika Aparecida. Percepções e práticas de professores especialistas em educação especial que atuam como regentes em classes inclusivas. Tese (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação. Londrina: UEL, 2009.

REVISTA LOUIS BRAILLE. A inclusão não é um ingrediente: é uma receita. Disponível em: <https://goo.gl/axhWL7> Acesso: 18/09/2017.

SILVA, Michelle Mayara Praxedes. Políticas públicas de Educação Especial e as situações de ensino apresentadas na revista Nova Escola. In: VI CBEE Congresso Brasileiro de Educação Especial, 2014, São Carlos. VI CBEE Congresso Brasileiro de Educação Especial, 2014.

SOUZA, Flávia Faissal de; PLETSCH, Márcia Denise. A relação entre as diretrizes do Sistema das Nações Unidas (ONU) e as políticas de Educação Inclusiva no Brasil. Disponível em: <https://goo.gl/FvqopY> Acesso em: 18/09/2017.

 

 

 

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