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1 julho 2019

Jogos Online: Seu aluno preparado para lidar com os desafios suicidas e conteúdos violentos no mundo digital

É cada vez maior a necessidade de ficar atento às crianças no mundo digital, garantindo a segurança na internet.

Invariavelmente, nos deparamos com surpresas que nada contribuem para desenvolvimento delas, como os conhecidos jogos online de terror.

 

Em meados de março desse ano, o caso da boneca Momo voltou a assustar professores e pais novamente. Embora o YouTube tenha se manifestado dizendo não ter evidências recentes de vídeos promovendo a Momo, especialistas recomendam não compartilhá-los.

 

Quem faz esse tipo de material quer notoriedade. Ou seja, o problema em relação a jogos online que sugerem suicídio é que estes espalham-se rapidamente.

E quando uma mentira é contada muitas vezes, periga se tornar verdade!

 

Professores, sabendo como tudo isso pode afetar a vida e o desenvolvimento de seus alunos, como lidam com o assunto?

Seguem 8 recomendações, para professores poderem agir adequadamente quanto à segurança na internet e proteger as crianças dos jogos online.

 

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8 RECOMENDAÇÕES INDISPENSÁVEIS PARA PROTEGER AS CRIANÇAS, DIANTE DE JOGOS ONLINE – BONECA MOMO E BALEIA AZUL

 

Pouco se sabia da existência da dupla em jogos online antes de seus membros reverberarem nas redes.

Por exemplo, Momo era uma escultura de silicone de 2016 de Keisuke Aiso para ser exposta numa exposição em Tóquio. De baleia azul, só se conhecia o belíssimo animal marinho.

 

Momo começou como piadinha de youtubers. Depois protagonizou um vídeo na qual ensinaria crianças a se suicidar, no YouTube Kids.

 

Já o jogo online da Baleia Azul se espalhou pelo mundo, fazendo muito barulho no Brasil no ano passado. Seria um jogo que propunha ao jovem “se cortar”, “se jogar do teto de uma casa”, até mesmo “se matar”.

 

E aí é que surge uma coincidência entre os dois jogos!

 

Não foi porque esses vídeos, ensinando a se matar, estavam no YouTube Kids, que despertou o interesse entre as crianças. Em primeiro lugar, a gravação era rapidamente compartilhada pelos adultos pelo WhatsApp e divulgando-os com alvoroço entre outros muitos meios.

 

E, posteriormente, era mostrada aos seus alunos e filhos para que os conhecessem e tomassem cuidado com eles.

 

Em segundo lugar, outra coincidência entre esses temas que viralizaram é que muito do que se disse sobre eles, era Fake News!!

 

O Desafio Momo não aparecia no Youtube Kids e não é sabido se o objetivo do Baleia Azul era a promoção do suicídio.

A Momo e outros jogos online como a baleia azul, tratam de assuntos sobre a morte, medo e o desconhecido.

Os tratam de uma maneira complemente inadequada para crianças em processo de desenvolvimento moral, psíquico, físico e afetivo.

 

Mas a personagem e o jogo em questão começaram a existir somente para afetar esta geração?

 

A resposta é um sonoro NÃO. As gerações passadas também tiveram que lidar com histórias de morte, medo e terror e outros temas.

 

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Mais importante do que a história em si é, como os adultos lidam com elas para proteger as crianças. Estas  carecem destes cuidados para desenvolverem elementos emocionais e cognitivos saudáveis.

 

Por isso, elencamos 8 recomendações para orientar crianças sobre jogos online e segurança na internet diante de conteúdos violentos.

 

RECOMENDAÇÃO 1: DIALOGAR COM AS CRIANÇAS

Especialistas afirmam que orientar alunos sobre como se comportar nestes ambientes é a melhor maneira de defendê-los de conteúdos impróprios.

 

Na infância, é possível controlar o que a criança acessa, porém na adolescência, o diálogo é a melhor solução.

 

Andrea Ramal, educadora, no site “O Globo”, reforça a necessidade de diálogo para introduzir segurança na internet aos hábitos infantis:

 

“A mesma postura dos pais, que já orientam a não conversar com estranhos no mundo real, deve ser tomada em relação à internet”.

 

ENSINAR A IMPORTÂNCIA DO ‘NÃO

 

Para a psicóloga especialista em saúde mental, Darlise Neves, deve-se ensinar a importância do “não” para mantê-los longe dos desafios violentos:

 

“Como vivemos em uma sociedade competitiva, é importante frisar que não ceder a esses tipos de desafios é ser inteligente e que dizer ‘não’ também é um ato de coragem”, afirma ao mesmo veículo, em entrevista.

 

Oriente os pais que conversar sobre jogos onlinesegurança na internet, pode ser o início para que a família reforce seus valores. E também, aconselhar os filhos a se comportar em situações desafiadoras, como nesses jogos online violentos.

 

A autoconfiança, nos momentos em que não há alguém por perto pra proteger, vem dos princípios éticos desenvolvidos na infância. Aproveitar essas conversar para que os pais se mostrem disponíveis a ouvir, evitando broncas e castigos injustificados, é interessante.

 

Portanto, vale a pena lançar um olhar especial sobre as crianças e acompanhar o que andam fazendo nas redes sociais, jogando, através de jogos online.

 

Manter o diálogo para que ela sinta confiança de compartilhar com professores e pais o que possa estar fazendo mal.

 

Com atenção e a força da parceria escola-família, o bem-estar de nossos alunos está em primeiro lugar. Privilegiando uma formação que os prepare para fazer escolhas positivas pela vida toda.

 

RECOMENDAÇÃO 2: ASSISTA E SE INTERE SOBRE OS PROGRAMAS PREFERIDOS DAS CRIANÇAS

 

Manter os filhos longe dos jogos online é, muitas vezes, como os pais agem, porém, não é o melhor caminho.

 

Oriente os pais a estabelecer um vínculo de confiança que deixe o menor seguro., deixando aberto o canal da comunicação entre os mesmos.

 

Em sala, os educadores podem reservar 20 minutos uma vez por semana.

 

Faça um cronograma para que todas as crianças participem da escolha. Peça que tragam DVDs de casa ou se a escola tiver internet, utilize a plataforma YouTubeKids ou Netflix.

 

Posteriormente, é importante que o educador assista ao vídeo antes de passar para crianças, avaliando se é ou não adequado.

 

NÃO PROÍBA! CONTROLE O ACESSO!

 

Dos 18 meses aos 5 anos de idade, a Academia Americana de Pediatria (APP), indica o máximo de 1 hora de tela.

 

A partir dos 6 anos, os responsáveis é que devem estabelecer esse limite.

 

Esse acesso deve ser fracionado ao longo do dia e com conteúdo analisado e aprovados pelos adultos.

 

Deborah Moss, neuropsicóloga mestre em Psicologia do Desenvolvimento Humano, reafirma em entrevista, a necessidade de controle do acesso e completa:

 

“Deve-se oferecer outras possibilidades para aproveitar o tempo livre”. 

 

E seja da internet ou da televisão, procure assistir os programas preferidos das crianças.

 

Aos pais, orienta-se reservar um tempo para assistir e avaliar os programas preferidos dos seus filhos e jogos online.

 

Se não gostarem, lembre-os que são o adulto responsável. Que podem, mesmo diante de choros e irritação, retirar e colocar elementos saudáveis à rotina da criança.

 

Em nosso Blog você pode ler o texto “Cuidados com a Internet na Educação: 10 vantagens e 10 desvantagens”, onde falamos sobre pontos positivos e negativos do seu uso na educação.

 

RECOMENDAÇÃO 3: OPTE POR PLATAFORMAS PRODUZIDAS EXCLUSIVAMENTE PARA AS CRIANÇAS

 

Exemplos de plataformas exclusivas para as crianças: YouTube Kids, Netflix configurado para crianças e PlayKids.

 

É claro que não se pode confiar totalmente, mas nestas plataformas você pode informar problemas, materiais e vídeos impróprios.

 

Mas, para saber o que é bom e ruim você precisa gastar um tempo assistindo aos vídeos com a criança.

 

Em sala as professoras e professores devem, impreterivelmente, preparar e avaliar os recursos que vão utilizar antes de o fazerem.

 

Em uma matéria divulgada na Revista Crescer, sobre classificação indicativa para vídeos no YouTube, Regina Assis, doutora em Educação e membro do conselho de especialistas do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) afirma:

 

“Ainda somos carentes de uma legislação específica para definir o que é ou não aceitável veicular para as crianças na internet. Enquanto isso ainda não é decidido, o acompanhamento próximo dos pais em relação ao tempo de tela e o conteúdo de interesse dos filhos é essencial”.

 

Além de restringir o acesso a equipamentos por um tempo adequado, de acordo com a educadora, os pais devem acompanhar de perto o que os filhos estão assistindo.

 

Isto também é válido para você professor e seu aluno!

 

“Saiba o que seu filho vê e converse com ele sobre aquilo antes de proibi-lo. Diga o que gosta, não gosta e por quê. O diálogo aberto ainda é o melhor caminho”, diz Regina.

 

Para ela, os pais continuarão sendo a última barreira mais segura para definir se um conteúdo é adequado ou não. Conte isso aos pais dos seus alunos!

 

RECOMENDAÇÃO 4: BRINQUE COM A CRIANÇA E OBSERVE AS BRINCADEIRAS

 

Quando um adulto brinca com uma criança, deve deixar que ela conduza a brincadeira. Contudo enquanto brinca o adulto encena situações.

 

Diferente da criança o adulto pode e deve fazer um “faz de contas” sobre assuntos que o preocupam em relação a criança.

 

Se a criança acabou por ver algum vídeo inadequado, no meio da brincadeira o adulto pode fingir estar assistindo o tal vídeo e ver qual sua reação.

 

Para o professor é de suma importância observar a brincadeiras de seus alunos. É dessa forma que a criança pode externar algo que esteja a incomodando ou deixando em dúvida.

 

RECOMENDAÇÃO 5: NÃO JULGAR AS BRINCADEIRAS E POSTURAS DAS CRIANÇAS

 

Um dos motivos de ter, na brincadeira, a linguagem da infância é o fato dela ser a principal maneira pela qual a criança expressa seus conhecimentos.

 

É no faz de conta, na troca de papéis, que as crianças demonstram como estão entendendo o mundo e as relações presentes no cotidiano.

 

Se a criança tem um espaço sem julgamento, ela poderá expressar sentimentos livremente, bons e ruins.

 

Com a demonstração, professores e pais poderão ajudar melhor. Podem indicar e procurar ajuda de especialistas quando o assunto for complexo e julgarem ser difícil de lidar.

 

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RECOMENDAÇÃO 6: CONVERSE SOBRE QUALQUER COISA COM A CRIANÇA

 

Todas as coisas do mundo são novas para alguém que está no mundo a pouco tempo.

 

Uma criança de 3, 4, 5 anos não entende bem como as coisas funcionam; muitas vezes nós adultos ficamos perdidos.

 

Por isso permitir o uso da palavra como meio de descobrir e entender o mundo é fundamental.

 

A criança precisa de espaço para expressar suas curiosidades.

 

Algumas podem ser assustadoras para adultos, mas a criança não entende como as coisas funcionam. Precisam constantemente de ajuda para começar a entender.

 

Histórias de jogos online como a Baleia Azul e a Momo fazem parte da cultura da infância atual. São estas as histórias que preocupam os professores e pais.

 

Afinal, as crianças ouvem o jornal falar a respeito e, mesmo sem nunca terem visto a tal Momo, elas vão imaginar o que ela pode ser. Assim sendo, permita que a criança pergunte, fale e brinque sobre o assunto para entender e lidar com eles, por mais assustador que possa parecer.

 

Quanto mais possível for para a criança falar sobre problemas e medos, mais fácil será para professores e pais ajudarem a resolvê-los.

 

RECOMENDAÇÃO 7: FALE A VERDADE PARA A CRIANÇA

 

Em um espaço saudável de comunicação, a verdade, mesmo que doa, deve ser dita.

 

Se a criança quiser saber sobre alguma coisa que ouviu na escola, na rua, em casa, na TV ou em qualquer lugar que ela frequente, converse sobre o assunto. Ajude a criança e especificar o melhor possível a sua dúvida e seja assertivo e simples nas respostas.

 

Professores lidam com muitas crianças em sala, mas é preciso criar elementos para que essas conversas aconteçam.

 

A roda de conversa, um objeto de fala a ser usado em mais de um momento do dia, são condutas possíveis para proporcionar um espaço de fala para as crianças. Se elas quiserem falar sobre a formiguinha que carregava uma folha ou sobre o desafio da Baleia Azul, deixe ela falar, responda perguntas.

 

Afinal a curiosidade e sentimentos das crianças são normais e saudáveis. Preocupante é quando a criança não sabe como expressá-los.

 

RECOMENDAÇÃO 8: FALE DE TEMAS DIFÍCEIS

A morte, a vida, o medo, a raiva, e muitos outros sentimentos e fatos são temas difíceis, mas a criança já convive com eles. A bruxa, do fantasma, do lobisomem e de monstros representam coisas reais para as crianças.

 

Fale sobre estes personagens, pergunte sobre o que a criança sente em relação a eles. Como eles se parecem.

 

O que fazem e como podem ser derrotados. As crianças precisam tratar de assuntos difíceis até para os adultos, para começarem a entendê-los.

Muita gente grande não sabe lidar com o sofrimento, a perda, o medo, a correção e outras situações de dificuldade, por nunca terem tido a oportunidade de elaborarem na infância essas questões.

 

Por isso, deixe seu aluno ou aluna, filho ou filha elaborar coisas difíceis, elas fazem parte da vida.

A própria Momo e a Baleia Azul são jogos online que utilizam dessa dificuldade do adulto em lidar com sentimentos, afetando diretamente crianças que convivem em ambiente sem diálogo.

 

Com confiança, no momento em que um vídeo causar algum incomodo e espanto, a criança vai sair correndo contar para um adulto.

 

Mesmo a pior das intenções dos vídeos e histórias que a internet propaga, poderá ser neutralizado por um ambiente acolhedor e saudável em que a criança tem a liberdade de resolver seus problemas e dúvidas.

 

E para finalizar…

 

Existe o desespero ao se deparar com esses tipos de jogos online e situações de abuso ou violência no ambiente virtual. Mas tudo isso pode ser encarado como um bom momento para construir um diálogo com os alunos e filhos e reavaliar o uso da internet.

 

Diante disso, nos sentimos na obrigação de compartilhar nossa preocupação com o tema tratado e mostrar meios de proteger nossas crianças de ameaças digitais reais, como é o caso dos jogos online!

 

E aí? Gostou do assunto abordado?

Mais adiante, no nosso Blog, abordaremos alguns mecanismos de controle de acesso na internet, para que você possa sentir segurança na navegação online dos seus alunos/filhos.

Sinta-se à vontade para nos deixar uma mensagem, sugestões, avaliação, dúvidas e críticas construtivas nas nossas redes sociais, para que possamos sempre trazer conteúdos interessantes para você, professor!

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