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1 agosto 2019

BNCC e o planejamento para a Educação Infantil

Desde que a Base Nacional Curricular foi publicada e passou a ser uma das principais referências legais para a orientação do trabalho pedagógico, muitas pessoas têm demonstrado preocupação em como isso irá afetar o trabalho nas instituições educativas, no nosso caso, percebemos essa preocupação nos espaços da Educação Infantil.

 

Neste contexto surge a dúvida:

Para que serve o planejamento na Educação Infantil?

 

 

 

É claro que uma nova legislação, novas orientações dos trabalhos assustam, afinal tudo o que é novo causa estranhamento, mas nem todas as coisas novas são ruins, aposto que se de repente você ganhasse na mega-sena não ia sair por ai lamentando e se preocupando, é, não ficaremos milionários com a BNCC, mas pelo menos teremos um documento que nos ajuda a pensar nossas práticas pedagógicas de maneira mais sistemática.

 

Temos sempre que nos lembrar que a Base é um documento orientador e que utiliza outros documentos, como por exemplo as Diretrizes Nacionais curriculares para a Educação infantil, as DNCEIs, um documento respeita o valor do outro, o que acontece é que a BNCC vem quase como um manual sobre as principais expectativas e práticas para a elaboração das práticas pedagógicas voltadas para a infância.

Outra coisa que eu sempre escuto sobre a BNCC são as supostas GRANDES mudanças é exatamente essa, como eu vou planejar agora, o que eu devo fazer? E ainda completam a frase afirmando que terão que mudar tudo o que sabiam até agora.

 

Mas será que é realmente necessário mudar tudo o que a gente aprendeu, toda a nossa prática?

A boa noticia é que não é bem assim, suas práticas, ações e conhecimento continuam sendo a melhro prática epedagógica, o que você vai transformar é o motivo real de fazer o que já faz, ou seja, vai práticar a suas aulas a partir de 3 elementos:

1. Promover saberes e conhecimentos – ou seja o conteúdo que você já ensinava;

2. Promover habilidades por meio das experiências;

3. Focar seus esforços na intencionalidade pedagógica que você já tinha, para ensinar esses saberes e conhecimento e promover habilidades para executar as experiências.

 

A grande coisa dos planejamentos e das nossas ações deve ser o foco e o recorte. É impossível avaliar bem quando estamos avaliando um monte de coisas ao mesmo tempo, mas quando focamos em um objetivo podemos perceber melhor e com mais detalhes as necessidades educacionais das nossas crianças.

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Temos que recortar

Mesmo que uma experiência permita o alcance de vários objetivos é importante recortar 1 ou 2 objetivos para serem avaliados. Até porque quando temos um objetivo bem delimitado podemos também ajudar as crianças em seus processos de aprendizagem a entenderem exatamente o que precisam fazer para desenvolver as habilidades, ou seja, iremos mediar as aprendizagens com foco e objetivo pedagógico.

 

É por meio dessas atitudes que tomamos consciência da nossa intencionalidade pedagógica em sala de aula, isto é fundamental para crescermos profissionalmente e conquistar a capacidade de nos diferenciar daqueles que não têm os mesmos conhecimentos e entendem tão bem quanto nós sobre a prática pedagógica em instituições de educação infantil.

 

Vamos lá?

 

O planejamento

Todo o trabalho pedagógico se faz por meio de práticas, sem experiências, atividades, ações que envolvam conhecimentos que a criança precisa ter ou desenvolver, ou seja, quando você pensar em uma atividade automaticamente está propondo um momento em que algum conhecimento seja necessário para a realização e assim você professor ou professora vai perceber o que a criança sabe e como ela lida com o conhecimento.

 

Logo o primeiro passo é pensar:

Que tipo de conhecimento a criança precisa ter ou desenvolver;

Que tipo de brincadeira, história, dramatização, exploração, experiência é possivel para que a criança demonstrar ou desenvolve esse conhecimento;

Como vou fazer?

 

No primeiro momento isso parece complicado, mas esse movimento vai se tornando cada vez mais simples e claro a medida que treinamos, quase igual dirigir, quando a gente aprende dá medo e as vezes nos angustia, mas depois que nos acostumamos fica simples, até porque, diferente de dirigir, a BNCC, os referenciais estaduais e os curriculos das redes e sistemas de ensino vão nortear o que e como deve ser feito.

 

Ao pensar que tipo de conhecimento a criança precisa ter ou desenvolver, a gente vai verificar em quais os campos de experiência ele se encaixa, é muito parecido com o que já fazíamos quando trabalhávamos com os eixos, mas agora vamos trabalhar com os campos de experiência.

 

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Por onde começar

Olhar diretamente no documento orientador, caso sua rede ou sistema de ensino ainda não tenha um, ou ainda, o estado que organiza a educação não tenha terminado de elaborar o próprio documento você vai trabalhar diretamente com a BNCC e verificar os saberes e conhecimento que a Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil e os objetivos de ensino.

O conhecimento a ser ensinado e registrado no planejamento deve respeitar a capacidade, idade e caracteristicas das crianças, ou seja, deve ser apresentado de acordo com a linguagem entendida pelas crianças, a ludicidade, portanto, ao planejar o professor ou professora da educação infantil está invariavelmente propondo histórias, brincadeiras, jogos, dramatizações que envovem conhecimento cognitivos, psicomotores e afetivos, todos os 5 campos de experiência envolvem estas habilidades.

 

A partir da aprendizagem cognitiva a criança precisa ter experiências que envolvem a língua falada, a leitura, a escrita, mesmo que letras e números não sejam o foco, mas reconhecer e ser sinais, regras, perceber possibilidades e limites, saber para que serve a escrita e leitura e o que ela representa, qual a utilidade do números e das operações matemáticas, da geometria e da aritmética e dos conhecimentos historicamente elaborados pela humanidade, tudo isso por meio de jogos, brincadeiras e espaços para explicação, perguntas, pesquisas descobertas e aprendizagens, lembre-se sempre, a criança aprende por meio de brincadeiras, jogos, da expressão de desejos, necessidades, medos, satisfações, angustias, quando mais a criança têm a possibilidade de se expressar mais próximo ela está de aprender.

Ora, a criança aprende por meio do lúdico e precisa do movimento corporal para se expressar, portanto ao trabalhar os campos de experiência é preciso explorar as possibilidades do corpo e do movimento, não só no campo “corpo, gestos e movimentos” mas em todos os outros, mesmo que o objetivo de uma experiência não seja primordialmente o movimento, trabalhar essas habilidades é necessário, por exemplo, ao ensinar cores as crianças e brincar de “mãe da rua colorida” a criança também precisa de habilidades e conhecimento corporal, além, é claro, do conhecimento sobre as cores.

 

 

Elaborar um planejamento significa especificar os objetivos educativos que se pretende promover, contudo além do objetivo existem muitas outras coisas envolvidas e sendo utilizadas, o que se especifica é exatamente o que se pretende que a criança aprenda, ou seja o que se pretende ensinar.

 

Para que se atinja os objetivos propostos, é preciso definir como isso vai acontecer, que tipo de prática será realizada para a criança expressar ou aprender o que se pretende ensinar, essas praticas invariavelmente envolvem jogos e brincadeiras.

 

Por exemplo

Que tipo de brincadeira posso realizar para ensinar sobre a densidade dos materiais?

Sugerimos brincadeiras com uma piscina de plástico em que as crianças devem adivinhar que objeto boia e qual afunda, experimentando momentos de frustração quando erram e satisfação ao acertar, sendo delas a responsabilidade de colocar e retirar os objetos. Além de brincarem com água, se refrescarem, estarão realizando uma prática orientada e com objetivos pedagógicos definidos.

Essa é exatamente a ideia quando tratamos de intencionalidade e definir objetivos, termos um objetivo definido e trabalharmos diversos elementos lúdicos, psicomotores e afetivos, mas tendo foco em atingir um objetivo especifico, que é perceber a densidade dos objetos em uma linguagem infantil, promover experiências em que as crianças possam pensar sobre coisas que elas não teriam a oportunidade de pensar não fosse o ambiente escolar da educação infantil e a competência de professores bem formados, como você.

Como vai acontecer a prática, é preciso pensar em como os objetivos serão atingidos em termos mais objetivos, ou seja, um passo a passo do que se pretende fazer para atingir os objetivos que foram delimitados.

 

Veja só

  1. Vamos conseguir uma piscina, pode ser do seu sobrinho ou sobrinha, uma criança pode trazer a sua, seu filho ou filha;
  2. Enviar bilhetes para as famílias autorizarem as brincadeiras com água e enviarem toalhas e roupas;
  3. Pediremos materiais diversos para que possamos lançar na psicina;
  4. Como será organizada a brincadeira para qe todos lancem objetos e os busquem – cada criança vai lançar 2 objetos de materiais diferentes enquanto os amigos advinham se vão boiar ou afundar.
  5. Depois da experiência as crianças poderão explorar os objetos na àgua e perceberem como afundam e boiam.

 

Perceba neste exemplo que ao tratar do como vai se realizar a prática, temos um procedimento como um passo a passo do que pretendemos fazer, uma sequencia lógica para atingir os resultados esperados.

A sequência do planejamento é avaliar, há duas coisas a serem avaliadas, a primeira é a prática que foi realizada se atingiu os objetivos de ensino, ou seja, se a experiênia proposta foi util para promover as aprendizagens e as expressões sobre os conhecimentos vinculados com os objetivos de aprendizagem. A outra coisa a ser avaliada é o desenvolvimento das crianças e como elas expressam seus conhecimentos durante a prática pedagógica proposta.

 

Planejar é pensar anteriormente a realização do planejamento o que se espera da nossa prática, isso não significa que vai dar tudo certo, mas que faremos o máximo para que se atinja o objetivo planejado, é uma mistura do ideal com o real.

 

 

Mas para facilitar o processo de produção do planejamento vamos ver uma organização minima necessária sobre a experiência ou atividade pedagógica principal. O modelo de planejamento deve conter principalmente intencionalidade, tudo o que um profissional faz deve ser realizado a partir dos conhecimentos técnicos, humanos e científicos, ninguém vai fazer uma operação com um médico que nem sabe o que você tem, ou planejou o procedimento, do mesmo modo ninguém deseja contratar ou ter um professor que não sabe o porque faz o que faz em sala e não tem motivos para realizar suas práticas.

 

O motivo de professores e professoras é sempre o ensino e a promoção da aprendizagem.

 

PARA TERMINAR

É preciso ter intencionalidade nas práticas vinculadas a rotina das aulas, não é para ficar bitolado, mas ao cantar, fazer a roda, se alimentar, assistir um vídeo, ouvir uma músicas, dançar, cantar e tudo o que a gente faz com as crianças deve ter um objetivo pedagógico, não podemos permitir que em uma instituição pedagógica se realize as coisas só porque é legal, o legal para nós profissionais da educação é ensinar a aprender de maneira lúdica.

 

 

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Um abraço e até o próximo post!

 

 

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